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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O Farfala é coisa séria


Considero fantástico me redescobrir prestes a completar 62 anos. Não sei se "redescobrir" é a palavra certa, talvez o melhor fosse "reinventar". O certo é que na minha idade boa parte das pessoas começa a traçar a curva descendente dos sonhos. O que significa isso? O mesmo que parar de sonhar e se entregar à realidade da vida. Dizem que sonhar é atividade dos jovens, o que não vou negar, apenas complementar: e jovens são todo aqueles que não apenas sonham, mas mexem-se para tornar os sonhos realidade. Tá, mas o que isso tem a ver com o Farfala? Apenas tudo! 

Numa tarde de julho de 2017 tive um estalo: criar um personagem de quadrinhos marcante e com personalidade. Se considerarmos que durante toda a minha juventude não consegui essa façanha, não seria tarefa fácil ter sucesso agora. No entanto, tudo aconteceu de forma tão espontânea e lúdica que, quando me dei conta, já estava não só com um personagem, mas com uma turma bem encorpada. 

A Turma do Farfala é  realidade, nada tem de sonho porque se encaixou como uma luva na minha estratégia "fazer!" É desenho para adultos, mesmo que tenha um visual atraente para crianças. O Farfala é politicamente incorreto como a maioria de nós, brasileiros, e não tá nem aí para o que pensam disso. É machão sem ser machista, gosta de bebidas alcoólicas e fuma todas as bitucas que encontra pela frente. Politicamente não está à direita, ao centro e muito menos à esquerda. Por mais que as patrulhas venham questionar esse perfil, ele vai continuar assim porque esta é a sua essência. O Farfala é o anti-herói brasileiro, o Macunaíma canino. 

Ele e sua turma são coisa muito séria e eu estou muito feliz com eles. Devagar eles vão abrindo espaço e, quando menos esperarem, eles dominarão o mundo (do entretenimento).

domingo, 3 de setembro de 2017

Lava-rápido em cinco quadros

Tenho um projeto de longo prazo, inicialmente chamado de Anônimos em Sampa. O objetivo é retratar a cidade de São Paulo utilizando apenas lápis e papel. Várias estão sendo as abordagens, uma delas é mostrar pessoas trabalhando nos mais variados tipos de trabalho. Alguns poderão até ser extintos nos próximos anos. Desenhista, felizmente não é um deles, pelos menos os que se dedicam a captar emoções humanas sem a frieza da tecnologia. 

Comecei com o lava-rápido onde costumo lavar meu carro. São Paulo é uma cidade que não para, e o paulistano menos ainda. Esperar, mesmo que seja num lava-rápido, é um pesadelo em tempos de internet, celular, redes sociais. Bom, já que estava lá, por que não fotografar?


Foto é um segundo... desenhar, milhões deles! Então vamos dividir em 5 quadros:






Rápido, né? Ah, o carro não é o meu, de quem será?