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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A semente da mudança


No fatídico mês de setembro de 2001, sob o impacto do ataque terrorista às torres gêmeas de Nova York e após quase duas décadas sem saber o que era isso, senti o gosto amargo do desemprego. No ano seguinte tomei a decisão de deixar São Paulo, rumo ao Espírito Santo.

Ao interromper uma carreira promissora não deixei de existir como ser pensante. Retirado do mercado de trabalho como carta fora do baralho, reencontrei a essência das minhas capacidades intelectuais, artísticas e emocionais aqui mesmo em Marataízes. Sigo em frente, procurando me aprimorar como ser humano, buscando aumentar meus conhecimentos de todas as maneiras que a situação atual me permite e surpreendendo-me sempre, a ponto de constatar que tudo o que ganhei desde que deixei São Paulo veio como resultado da privação e não da abundância.

Se você estiver vivendo uma situação parecida, olhe em volta e verá quantos talentos anônimos perambulam pelas ruas das cidades, lutando pela sobrevivência, enquanto celebridades com capacidades duvidosas estão aí palpitando sobre tudo quanto é assunto. O ser humano está milhões de anos à frente do profissional, uma invenção recente. Não leve tão ao pé da letra os conselhos dos especialistas em recolocação sobre as qualidades necessárias para um profissional de sucesso, quase sempre um super-homem. Melhore-se como ser humano e você se tornará um profissional muito mais competente, com ou sem sucesso.

Um comentário:

Rubens disse...

"A necessidade é a mãe da ciência". Isso é a pura verdade na vida do Paulo. Eu o conheço, até que bem, pois convivemos durante quase dois anos como cliente (ele)/fornecedor (eu) e acompanhei essa mudança na vida dele desde o fatídico mês de setembro de 1991 quando perdi o cliente mas não o amigo. Vamos em frente amigão, afinal, uma vida sem nenhum problema nos faria passar impunemente por ela. Grande abraço.
Rubens de Lima