Translate

segunda-feira, 30 de março de 2009

O mergulho do Paulista


Em outubro próximo fará sete anos que cheguei ao Espírito Santo. O previsto era ficar dois, três meses, e lá se vão sete anos! Pego de surpresa pela crise mundial pós 11 de setembro de 2001, perdi o emprego como executivo de uma multinacional, em São Paulo. Perdi um pouco também o controle da minha vida. As tentativas de retorno ao mercado foram todas infrutíferas. Em outubro de 2002, saí de São Paulo com a mulher capixaba e o filho paulistano rumo a Cachoeiro de Itapemirim e, logo em seguida, Marataízes. Ficamos morando provisoriamente no térreo de um sobrado amarelo lá no Bairro do Juá.


Caí de paraquedas no Bairro do Juá e ali passei a conviver com pessoas simples - maratimbas, mineiros veranistas, cachoeirenses esporádicos e demais brasileiros que pelos mais variados motivos também vieram parar no Juá. Ouvi várias histórias, participei de algumas delas. Como tinha pouca opção para passar o tempo, sem computador, sem emprego e sem perspectivas imediatas de encontrá-lo, prestava bastante atenção em tudo que via e ouvia à minha volta e depois anotava em folhas avulsas de papel, até mesmo em guardanapos de quiosques e saquinhos de pão.


Reuni esses escritos que misturavam realidade com pitadas de ficção, selecionei os melhores e juntei a eles ilustrações feitas toscamente à lápis para manter a mesma atmosfera dos textos que compreendem o período de outubro de 2002 a janeiro de 2003. Pensava em publicar um livro chamado “Crônicas do Bairro do Juá”, mas não tinha certeza se essa seria a melhor forma de contar aquelas histórias com personagens criadas a partir de pessoas reais, com nomes alterados.


Depois de muitas idas e vindas, resolvi editá-lo e colocá-lo na internet como se fosse um blog. As vantagens eram evidentes: alcance infinitamente maior, nenhuma despesa da minha parte para a publicação e também nenhuma despesa da parte do leitor. O resultado está no livro virtual “O mergulho do Paulista”. Quem viveu algumas das situações expostas certamente se lembrará e também identificará outras personagens de Marataízes e de Cachoeiro. Escrito meio despretensiosamente, acabou virando um documento vivo das pessoas, da época e do lugar.


Aí, ao lado, abaixo do meu guru, existe um link para o blog. Convido-os a visitá-lo e indicá-lo aos amigos.

Nenhum comentário: