Translate

sábado, 4 de abril de 2009

Comunistas notórios e centenários fazem mutirão para ajudar o esporte cubano

Muita gente deve ter na lembrança o forte desempenho dos atletas cubanos nas Olimpíadas ocorridas antes da queda do Muro de Berlim, lá pelo início dos anos 1990. Como já vão aí quase vinte anos, a nova geração não sabe lhufas do que isso significa. O fato é o seguinte: os cubanos, apesar do fiasco social e econômico, podiam se orgulhar da excelência de seus boxeadores, cujas conquistas incluem 32 medalhas de ouro em Olimpíadas. Mas isso é passado, os melhores pugilistas já fugiram da ilha de Fidel. Os ringues cubanos estão tão devastados que Cuba, para evitar novas fugas, já anunciou que não participará do próximo Campeonato Mundial de Boxe Amador em agosto, na Itália. Por quê? Elementar, meu caro Fox Paulistinha, os cidadãos cubanos não podem deixar a ilha-prisão sem autorização especial do regime, dificílimo de obter. Quem sai sem autorização é declarado traidor, perde a cidadania e, se voltar, vai para a cadeia.

Os grandes pugilistas sempre foram heróis nacionais e desfrutavam regalias inimagináveis para um cubano comum; olha só: podiam dirigir o próprio carro e viajar ao exterior. Hoje, campeões olímpicos levam uma vida de privações. Fugir e se profissionalizar no exterior tornou-se uma questão de sobrevivência para esportistas de alto nível, incluindo aí jogadores de basebol, basquete e voleibol. Quem não se lembra do campeão mundial Erislandy Lara e do bicampeão olímpico Guillermo Rigondeaux, aqueles que tentaram fugir durante os Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro? Para azar deles, nosso governo é muy amigo de Fidel. Em menos de 48 horas estavam de volta à ilha e foram proibidos de lutar, chegando ao ponto de vender suas medalhas e troféus para comprar comida. Situação bem diferente daquele exilado italiano, muy amigo do nosso ministro da Justiça, que continua perambulando numa boa em terras tupiniquins. Como tudo o mais na ilha, o esporte cubano está desmoronando.

Calma, nem tudo está perdido, caros comunas! Demonstrando mais uma vez a velha força revolucionária, Fidel Castro levantou-se da cama, calçou as luvas e foi à luta. Enquanto treina com voluntários arrancados à força de suas casas e atirados ao ringue, El comandante em Jefe desfila seus longos e intermináveis discursos no escutador de rumba dos afortunados voluntários forçados, levando-os quase sempre ao nocaute por insuficiência de saco. E tem mais! Comunistas notórios e seculares começaram um mutirão para levar Cuba novamente aos pódios.

O primeiro a chegar foi Chico Buarque que trocou as areias de Ipanema pelos campos esburacados de basebol de Havana. Teve alguma dificuldade no início, mas já está completamente adaptado e colecionando resultados. “Mais difícil do jogar basebol é continuar sendo comunista e ferrenho admirador do regime cubano”, disse o cantor/atleta carioca entre uma tacada e outra. Outro que também desafia o tempo e a lógica racional é Oscar Niemeyer, ala recém-contratado da equipe de basquete caribenha. Junte-se a eles o mais falastrão de todos, Hugo Chávez, que, dizem, está dando cortadas de fazer inveja a Giba - “Cortar sempre foi o meu forte” – e podem ter certeza, caros comunistassauros de todo o planeta (uma meia dúzia de três ou quatro), Cuba voltará a incomodar os atletas de Barak Obama!

Um comentário:

Nana disse...

Comentei sobre o regime...aliás, regime não, a dieta cubana, com uma professora que foi até lá em 1973. Ela vociferou que sou uma louca capitalista que tem apenas o "intuito de manchar a honra comunista de Cuba"![;)]hehehe...

Adoro o Chico desde criancinha, mas essa dele não entendo!