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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Fui, mas voltei!


Tinha ido a São Paulo pela última vez, em 2006. Meu objetivo principal naquela época era visitar a Bienal do Livro. Fui de novo este mês, agora com o propósito de visitar minha mãe e minha família. Lembro que em 2006, ao pisar no solo de Sampa, bateu em mim uma saudade tão grande, que mal podia me conter. A sensação de que teria de voltar o mais breve possível me deixava ansioso e angustiado, pois sabia que sem um emprego decente a volta seria quase impossível. Desta vez, no entanto, esse sentimento não se manifestou, não senti que a minha razão de viver estava lá. Continuo gostando de São Paulo com a mesma intensidade, porém já não a considero meu único lar. Acho que hoje sou mais maratimba do que paulistano.


Na chegada estava tão ansioso que, mesmo apertado ali na janelinha do avião, consegui fotografar o condomínio onde fica meu apartamento, hoje alugado para outra família. Bastaram dois dias para perceber que muita coisa mudou de 2006 para cá, comigo e com a cidade. Quanto às mudanças da cidade, é fato notório que o trânsito e a correria desenfreada aceleram-se ainda mais. É justamente nesse ponto que o meu jeito mais maratimba do que paulistano reforça o que falei lá em cima.


Fiquei um bom tempo com minha mãe e meus irmãos e isso foi bom não só para matar a saudade como para constatar as minhas mudanças particulares. Sei que hoje estou mais calmo, mais tolerante, mais aberto ao diálogo e à compreensão dos sentimentos alheios. Sou o mesmo filho e irmão, mas com uma nova visão de mundo e de vida.

N
ão poderiam faltar, é lógico, os amigos. Como da outra vez, houve o encontro com alguns dos colegas da Metô. O local escolhido foi o mesmo, o Ponto Chic, próximo ao Shopping Paulista, no Paraíso. Passamos ali, eu e meus colegas da turma de Jornalismo da Metodista, momentos prazerosos, degustando o famoso Bauru da casa e trocando histórias. Estavam lá o Marcus Aurélius e a esposa, o Olímpio Guilherme e a esposa, o Luiz Moura e o Zé Carlos sem as esposas, a Edite com o namorado, a Elizabeth Brose e seu marido Markus. É sempre bom rever os amigos da faculdade, saber como estão vivendo, o que andam fazendo e pensando, principalmente quando lá se vão vinte e cinco anos da nossa formatura

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Agora estou aqui, escrevendo sobre esses onze dias que passei em São Paulo e imaginando se algum dia voltarei para lá. Mesmo tendo dito que hoje sou mais maratimba do que paulistano, não descarto a volta. Se isso acontecer tenho certeza que aproveitarei mais a vida por lá do que quando lá vivi. Simplesmente por que este que vos fala já não é o mesmo daquela época. Não há coisa mais motivadora na vida do que as mudanças, em todos os sentidos.

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