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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Um homem de Deus

No início deste ano ele apareceu na minha casa, mas quase não notei a sua presença. Com o passar dos dias, sua voz rouca, seu jeito de homem da roça, sua maneira de falar chamaram minha atenção. Minha mulher e minha sogra acompanhavam as transmissões pelo canal a cabo 19. Confesso que não gostava muito de ver aquele homem pregando e ouvindo testemunhos de curas de enfermidades variadas. Mais um, pensava eu, metido a curandeiro! Com o passar dos dias fui me habituando a ouvir sua voz, contudo, sem parar em frente ao televisor. Tomava uma água que a minha mulher colocava ao lado do aparelho para que fosse ungida. Quando dei por mim também já estava acompanhando suas reuniões semanais de louvor às sextas-feiras, ao meio dia. Foi assim que fui apresentado ao apóstolo Valdemiro Santiago e à Igreja Mundial do Poder de Deus.


Nunca tive problemas na minha relação com Deus, tive sim muitos com as religiões. A religião, por sinal, foi o que me manteve muito tempo distante Dele. Ao ouvir as pregações de Valdemiro, notei que ele era diferente, verdadeiramente um homem de Deus. Na sua simplicidade, na sua franqueza, no seu jeito todo particular de levar a palavra e, principalmente, no grande poder de realização de milagres manifestado por meio dele e cujo responsável por sua autoria é um só, Jesus Cristo, esse apóstolo tocou no meu coração e abriu as portas para a comunhão que hoje tenho com Deus. De lá pra cá tenho presenciado grandes transformações no meu interior, coisas que não sei direito como explicar, mas que tenho plena certeza de onde provêm. Minha intenção aqui não é converter ninguém, muito menos gerar polêmica. Escrevo o que sinto e sinto o que tenho presenciado. Ano passado, antes de conhecê-lo, presenciei a cura do meu filho, dentro da minha casa. Aos dez anos, ele tinha problemas de equilíbrio e coordenação motora, o que motivou sua ida a um ortopedista em Cachoeiro. Após a realização de alguns exames e de uma radiografia completa do tórax e das costas, ficou constatado que ele tinha um desvio acentuado na coluna. Por causa disso, foi indicado para o único especialista em Vitória. A partir daí meu filho foi submetido a uma série de exames e enquanto os exames eram feitos, minha sogra conseguiu trazer de Vitória um pastor da Assembleia de Deus até minha casa. Esse pastor orou pelo meu filho e disse que naquele momento Jesus estava curando-o. Ouvimos um estalo nas costas dele e, perplexos, vimos meu filho juntando as pontas dos dedos das duas mãos, com os braços esticados para a frente, numa posição perfeita, coisa que até ali ele não conseguira fazer. Voltamos ao médico de Cachoeiro e ao de Vitória e eles confirmaram que o desvio havia desaparecido. Eu, minha esposa e o meu filho contamos que ele tinha sido curado por Jesus, utilizando o pastor como veículo. Não sei se eles acreditaram, mas o fato é que não tinham como contestar.


Isso aconteceu antes de eu conhecer o apóstolo Valdemiro e a Igreja Mundial. É importante frisar porque, como ele mesmo sempre diz, eleé apenas um comedor de angu, não faz nada, quem faz é Jesus Cristo, só Ele salva. Passei a frequentar a igreja aqui de Marataízes, todas as terças-feiras. É uma igreja ainda muito pequena, mas foi a única que conseguiu me segurar justamente porque não exige nada como religião, apenas conhecer e seguir a palavra de Deus. Tenho ouvido bons testemunhos ali, cantado, louvado e ouvido a palavra de Deus. Meu filho, graças a Deus, tem uma fé grandiosa para seus onze anos. Acredito que foi pela sua fé que ele conseguiu a cura. Acompanhamos em casa pela televisão as reuniões na sede da Igreja Mundial, em São Paulo. São momentos de paz e comunhão onde cantamos, choramos, rimos e nos concentramos nos momentos de oração e de pregação. Isso tem feito a grande diferença nas nossas vidas.


Dia 7 deste mês fui a São Paulo rever minha mãe e minha família. Um dos meus propósitos era assistir as reuniões na sede da igreja. Estive lá pela primeira vez no dia seguinte, uma sexta-feira. Participei das reuniões de meio diae três da tarde, com o bispo Josivaldo Batista, o gordinho. Difícil descrever a sensação que tomou conta de mim assim que entrei ali. Uma vontade de chorar que eu só percebi quando já estava chorando. Entrei numa fila para pedir a bênção a um dos pastores e quando cheguei até ele não sentia mais vontade de pedir e sim de agradecer a Deus por tudo o que Ele tem feito na minha vida, por todos os livramentos que Ele tem dado a mim e à minha família. Sentia vontade de louvar, só isso. Na segunda-feira, dia 11, passei o dia inteiro lá, pois queria estar presente na reunião da Prosperidade às 19:30, com o apóstolo. Presenciei ali uma das coisas mais bonitas da minha vida: pessoas de todas as classes sociais, de todos os níveis culturais, de vários rincões do Brasil, juntas, conversando como se fossem todas iguais, sem barreiras, todas unidas pela fé em Jesus, à espera de um milagre, de uma graça, de uma cura, de tudo o que fosse proveniente de Deus. Tenho cinquenta e dois anos e já estive no meio de muitas multidões, em jogos de futebol, shows, passeatas, comícios, eventos culturais e comerciais; nada, porém, que se compare ao que vi lá. Sabem por quê? Simplesmente porque ali não importa quem você é, o que você faz ou já fez na vida, onde você trabalha, a empresa ou o poder que você tem. Ali somos todos humanos com a nossa insignificância diante de Deus.



Quando finalmente chegou a hora da reunião noturna, fui tomado pelo poder de Deus ali presente, o cansaço por ficar mais de quatro horas em pé no mesmo lugar, cercado de gente, de pobres, ricos, saudáveis, enfermos, paralíticos, velhos, crianças, jovens, dissipou-se. A espera valera a pena. Ao ver surgir o apóstolo no meio dopovo, pude constatar que ali estava um homem de Deus. Durante as duas horas que ele esteve ali aconteceram muitas coisas inexplicáveis: bênçãos, curas, milagres que meus olhos durante muito tempo céticos não ousariam acreditar. Vi que muitas daquelas pessoas, mesmo depois de tantas advertências que o próprio apóstolo faz para que não pensem que é ele que faz alguma coisa, ainda acreditam que é necessário tocá-lo para conseguir o milagre que procuram. Por causa disso, é preciso tomar bastante cuidado quando se está próximo ao altar, pois as pessoas querem a todo custo tocar nele ou encostar algum objeto no corpo dele para que sejam abençoadas. Este tem sido um dos grandes problemas que ele tem enfrentado por aqueles que o acusam de curandeirismo quando, na verdade, ele não cura ninguém. Como ele mesmo diz, é um simples comedor de angu a serviço de Jesus Cristo, este sim o verdadeiro autor dos milagres. Eu, um simples comedor de pizza – para não negar a minha origem paulistana, tive a felicidade de participar de cinco memoráveis reuniões e voltar para Marataízes cheio da presença do Espírito Santo e aqui, no Espírito Santo, continuar a minha caminhada em comunhão com Jesus Cristo. Amém!

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