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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

UM GIL QUE NÃO É O GILBERTO, UM PIANO SEM DONO, TALENTOS ANÔNIMOS

A ideia é simples: um piano colocado em frente a uma lanchonete na estação rodoviária de São Paulo à disposição de quem quiser tocar, alguém para organizar as apresentações e um público rotativo 24 horas por dia. 

No dia 20 de julho cheguei cedo à rodoviária, comprei jornal e enquanto procurava um lugar calmo para ler, ouvi o som do piano e fui praticamente levado até ele. Pedi um cappuccino e um lanche natural, sentei próximo ao piano e fiquei ali um bom tempo, lendo e ouvindo boa música, até descer para pegar o ônibus para Cachoeiro de Itapemirim.

Dia 3 de agosto estava novamente na rodoviária e, quase sem perceber, sentado ao lado do piano, tomando cappuccino e lendo jornal. Desta vez, um outro rapaz tocava e cantava músicas dos Beatles e de Oswaldo Montenegro. Sua apresentação me agradou muito. Ele deu uma pausa, outro assumiu seu lugar. Dirigiu-se até a minha mesa e entregou um pedaço de papel onde solicitava uma ajuda financeira, qualquer valor.  

Levantei para pedir uma água, depois fui até ele e dei minha contribuição. Ele aceitou um pouco constrangido. Disse que se chamava Gil e explicou que veio de Garça, interior de São Paulo, tentar a vida na capital. Estava desempregado e sem ter onde morar. Foi aí que fiquei sabendo da proposta do piano sem dono. Graças a essa ideia inovadora, ele tinha um local para fazer contatos e para passar a noite fora da rua e de albergues pouco seguros. Ali fez alguns amigos e ganhou um aparelho celular para fazer contatos na busca por um emprego de garçom ou barman. Acredito que ele tem talento para muito mais.

Conversamos quase meia hora, queria ajudá-lo de alguma forma. Ele voltou a tocar e eu gravei um vídeo no meu celular. Postei o vídeo no Youtube, com o telefone de contato dele (011) 96190-2579. 

https://youtu.be/NBvGzYAYhPQAcesse o vídeo

Se alguém puder de algum forma ajudá-lo, por favor entre em contato com ele.




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